terça-feira, 18 de agosto de 2009

Aventura do gordo


Teria que estar 10:45 em frente ao cursinho para irmos no programa do Jô, era esse o meu passeio. O ônibus sairia as 11, mas eu tinha que estar 15 minutos antes para me encontrar com a Glenda. Peguei meu ônibus 10:15 e cheguei na Paulista uma hora depois, (um percurso que demoraria no mínimo 20 minutos) tudo por causa de uma suposta bomba no metro! ótimo. achei que tinha perdido o passeio, cheguei quase sem fôlego e quase chorei de emoção ao ver que a Glenda já não tinha ido embora por achar que eu não ia. Conversa vai, conversa vem... eu estava morrendo de fome, e fomos avisadas que ainda tinhamos um tempo até o ônibus chegar no local. fomos até a cantina. mas para chegarmos lá, temos que ir até o térreo e subir em outro elevador (tudo isso para não ter que passar no meio de uma classe) mas ok.. fomos e comemos. Como na ida, deveríamos descer ao térreo de novo para pegar outro elevador que daria na secretaria, ok. esperamos o elevador parar no 17º andar. entramos. Não sei porque motivo o elevador parou no 16º andar, a porta se abriu.


ficamos perplexas.

a gente não tinha apertado o 16º e não havia ninguém ali, era um quartinho escuro, cheio de cadeiras quebradas com uma porta ao fundo, totalmente assustador.

Claro que rimos feito loucas, mas acho que era mais por medo do que por qualquer outra coisa.

chegamos ao térreo e pegamos o outro elevador. Por curiosidade (da Glenda ¬¬) apertamos ao 16º para ver o que teria.
13º,14º,15º ... ficamos o mais próximas possível, quase abraçadas esperando ansiosamente para terror e ... 16º! uma recepção impecável, com uma mulher que olhava pra gente de uma forma curiosa, afinal.. porque elas apertaram o 16º se não vão descer?
'aja naturalmente' foi tudo que Glenda disse.

ok. foi constrangedor, nos soltamos e cada uma foi para um canto do elevador, de vergonha, SIM. mas tivemos uma crise de riso que durou quase o dia inteiro.

(...)

saímos do cursinho e ficamos esperando o ônibus que ... não chegava!

- verdura tem nome engraçado, né?

agrião...


enfim, minha barriga nunca havia doído TANTO, a gente não parava de rir, e as pessoas em volta não aguentavam mais ouvir a gente se matando de rir sem motivo algum.

chegou o ônibus, e foi uma viagem de conversas e segredos. chegamos rápido.

descemos do ônbius

e NÃO! não podia ser... provavelmente era uma miragem.

logo pensei em cutucar a Glenda para comentar ' ei, aquela pessoa não parece com fulano? '

mas antes que eu pudesse pensar em falar 'fulano' já havia olhado pra mim e dado um sorrisinho, então NÃO, não era uma miragem. FULANO ESTAVA MESMO ALI, a Glenda viu a minha cara e logo seguiu meu olho e com certeza ficou mil vezes mais surpresa que eu.

viramos e fingimos que nada havia acontecido.

' aja naturalmente ' foi tudo que Glenda disse novamente.

saímos rindo e tentando nos esconder aonde podíamos, sentamos, esperamos e fugimos.

começou a programa. Eu adorava o programa até participar dele. Sério, nunca pense no caso.

minha mão cansou de tanto ' Ok gente, aplausos, aplausos, aplausos '

mas foi divertido. A hora foi passando, a gente foi cansando, ficando com fome, com sono, e depois de uma refeição ficamos mais bobas do que já estávamos no começo, e como diz a Glenda ' já que a gente não vai aparecer, vamos rir alto cara.. quero falar pro meu pai ' Ô pai, essa risada aí é minha ó *- * '

Ok.. essa parte foi bem divertida.


- HAHAHAHAHAHAHAHA

- Tudo bem Glenda, essa foi alto

- Faz você

- Não, eu não consigo

- Tenta

- Não

- Tenta

(momento engraçado no programa)

- HÀ

- hmm... não

- não?

- não :/


Só pra situação ser mais engraçada, fulano estava no nosso ônibus o tempo todo, eu não sei se agradeço ou se fico assustada por não termos visto antes.

Só sei que esse dia VAI FICAR pra história.

te amo glendinha

O importante é que nós garantimos 50 anos de vida, né?

e ah, um beijo do gordo pra vocês

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