sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Terceira pessoa

"Ninguém se separa. As pessoas se abandonam. Essa é a verdade, a verdade verdadeira. O amor pode até ser recíproco, mas o fim do amor não, nunca. Os siameses se separam. Mas não se separam, tampouco: porque sozinhos não conseguem. Um terceiro precisa separá-los: um cirurgião, que corta pelo meio o órgão ou o membro ou a membrana que os une com um bisturi e derrama sangue e na maioria das vezes, diga-se de passagem, mata, mata um deles, pelo menos, e condena o outro, o sobrevivente, a uma espécie de luto eterno, porque a parte do corpo pela qual estava unido ao outro fica sensibilizada e dói, dói sempre, e se encarrega de lembrá-lo, sempre, de que não está nem nunca vai estar completo, que isso que lhe tiraram nunca mais poderá ter de novo."

domingo, 25 de outubro de 2009

Direito Civil

Cara, depois que eu vi uma palestra sobre direito na minha escola minha vida mudou muito.
Minha escola resolveu chamar alguns profissionais de diversas áreas para dar algumas palestrar para o terceiro ano, tudo por causa desse bicho de sete cabeças, mais conhecido como: vestibular.
O fato é que veio um Advogado e um Delegado conversar com a gente. Tivemos uma palestra ótima, no entanto, desse dia em diante a coisa que mais se escuta sair da minha boca é:
E os meus direitos?
Pois é, essa coisa de ‘você não é obrigado a fazer isso e aquilo’ mexeu com a minha cabeça, estou usando isso como desculpa até nos meus deveres de casa. Ah, qualé, e os meus direitos? Ninguém me disse que eu sou obrigada a fazer isso.


Depois da palestra descobri que posso até sair por aí fumando maconha e se algum policial vir eu ainda posso falar: aonde ta escrito que eu tenho que ser presa por causa disso? (Bom... se eu entendi de forma correta, se eu não estiver com uma quantidade grande de droga, eu não posso ser presa, afinal, vender que é o crime, certo? Ta bom, pode estar meio certo, mas eu não quero que nenhum ‘estudantezinho’ de direito vindo me corrigir, e sim Rômulo, foi uma indireta pra você) Mas o fato é, eu posso começar a fumar maconha por aí e posso dizer pra minha mãe, sem peso na consciência que não estou cometendo nenhum crime.
E essa coisa de teste do bafômetro? Ih, isso é coisa do passado. Aonde esta escrito que eu sou obrigada a fazer isso, imagina, posso me recusar a fazer e estarei sujeito a um teste (ridículo) onde 80% das pessoas alcoolizadas passam. Tenho meus direitos.

Tenho, não tenho?

A propósito não vou ficar postando aqui no meu blog toda hora, ta pensando o que? Que eu sou uma desocupada que fica criando textos? Tenho cara de poeta ou coisa do tipo? Ah Vá... Não existe nenhuma lei que diz que eu sou obrigada a ficar criando textos para postar aqui. E tenho dito.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Gossip Girl

Dizem que não importa qual seja a verdade, as pessoas vêem o que querem ver. Algumas pessoas podem dar um passo para trás e descobrirem que estavam olhando a mesma cena por todo o tempo. Algumas pessoas podem ver que suas mentiras quase acabaram com elas. Algumas pessoas podem ver o que estava na sua frente o tempo todo. E ainda há aquelas pessoas que correm o máximo que podem para não terem que olhar para si mesmas.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Imperfeita

Sempre quis ser um pouco mais, por sua culpa, nunca me achei boa o suficiente. Mal me lembro das coisas boas que você já falou de mim, mal consigo me lembrar das qualidades que você dizia que eu tinha, mas eu estou cansada de saber tudo o que você sempre achou dela. Ela é a melhor nisso, a melhor naquilo, ela é linda, ela tem um corpo maravilhoso, ela, ela, ela, ela! Queria que você me dissesse o quanto ela fez por você. Quantas vezes ela deixou de pensar nela pra pensar em você? quantas vezes ela te colocou em primeiro lugar? quantas vezes ela te defendeu de todas as pessoas? Ah, mas ela é tão perfeita, tão doce, tão simpática, tão inteligente, tão carismática, tão meiga, tão impossível não se apaixonar, e é verdade, tão impossível que eu mesma me apaixonei, mas é tão doce que enjoa, é tanta perfeição que irrita, é tão meiga que chego até a desconfiar. Cadê os defeitos? Cadê os palavrões? Cadê o stress? A unha mal pintada? A roupa furada? O mau humor pela manhã? Cadê todas aqueles pequenos defeitos? Nada. E se estou falando, é porque sei, não porque suponho. E é ela quem você colocou no meu lugar.






Para um próximo amor quero algo totalmente diferente. Quero alguém que faça loucuras comigo, ao invés de ter bons modos, quero alguém que brigue comigo quando estiver com raiva e que me peça desculpas em menos de cinco minutos, quero alguém que me pergunte algo que não saiba e que me explique algo que eu não sei, quero alguém que goste de museus e novelas da globo, quero alguém que seja bobo e chato, nada de super legais. Não quero alguém muito romântico, quanto mais vivo, mas percebo que não estou pronta pra um tipo de relacionamento assim, quero alguém que me mate de susto quando tiver oportunidade (mesmo isso me irritando), quero alguém que aposte corrida comigo no ibirapuera, e que me derrube no chão na frente de todo mundo, quero alguém que me force a jogar futebol, quero alguém que cante todo o tempo, e que cante muito mal, quero alguém que durma no cinema, e alguém que tenha gostos totalmente opostos aos meus, quero uma beleza diferente, não quero um galã de novela, quero alguém com nariz ou orelha grande, cabelo bagunçado e coisas do tipo, nada de perfeição. Diferente de você, não é isso que eu quero na minha vida.
Eu quero viver um grande amor, assim, como o nosso, mas agora...
Vou gostar de quem gosta de mim, exatamente assim, imperfeita.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

I'm lost without you

pensei que haveria um pouco mais de amor para mim

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

O buquê

Todos os sons se calaram, exceto pelo barulho do vento nas folhas. A porta, ainda terminando o trajeto lentamente, bateu contra a parede. Fiquei onde estava, no chão. Chorei porque meu coração estava se partindo. Não, meu coração estava completamente partido.
Depois de vários instantes, as cigarras mais uma vez emitiram o seu coro apaixonado. Fiquei de pé, cambaleei pela sala, e parei, tremendo, de frente para a porta aberta. Lá fora, a luz da lua iluminava a rua deserta.

domingo, 4 de outubro de 2009

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Tenho que admitir que esse vazio esta machucando. Não é saudade, já nem mais sinto isso, é o vazio. É o que ficou em mim, de quem eu deixei. Nessa manhã, eu sinto um buraco, sinto-me cansada, desgastada. Sempre que me levanto só consigo pensar em voltar a dormir.

palavras pequenas

Eu só quero que você pare de me mandar embora, porque, meu amor, eu não vou a lugar algum. E depois de tantos anos, eu continuo acordando e a primeira coisa que eu quero ver é o seu rosto.