Acordei com Lucy gritando dizendo que eu estava atrasada e precisava levantar logo, fiquei um bocado nervosa, odeio que me acordem dizendo que estou atrasada. Levantei da cama, abri meu celular e ah, mas o que há? Hoje sábado, ' me deixa em paz Lucy, hoje é sábado, tenho o direito de dormir até a hora que me der vontade ... '
' Mas patroa, hoje é o dia do seu casamento, você precisa se arrumar '
Dia do meu casamento? Como assim? Quando? Com quem? Balancei minha cabeça e tentei pensar no que estaria acontecendo. Eu nem tenho namorado, como eu estaria me casando? Tenho um rolinho aqui, outro ali, mas nada sério, nada que poderia se tornar em um casamento, e agora isso? Lucy só poderia estar de brincadeira! Voltei para cama e me virei quando me deparei com um vestido branco, maravilhoso. Mas que merda é essa? 'Lucy, quem vai casar?' Escutei uma gargalhada alta, irritante... Lucy estava sendo ironica, e provavelmente não responderia minha pergunta, assim como não responde a nenhuma outra. Analisei lentamente o meu quarto e percebi que minhas roupas estavam em malas arrumadas, todas elas. Salto, pulseira, véu, grinalda. Estava tudo ali, pra mim. Eu estava dentro de um quarto de noiva, e o pior de tudo, é que era o meu quarto! Sentei na cama, coloquei as mãos na cabeça e tentei me lembrar do que havia acontecido ontem, nada! Não me lembrava de nada que poderia ter acontecido nesses últimos dias. Amnésia no dia do seu casamento, era normal? Ah, mas podia ser só brincadeira, meus amigos com certeza estavam fazendo essa brincadeira de mau gosto comigo; No entanto... quem teria de coragem de gastar uma nota montando todo o cenário? Será que o vestido de noiva é de alguma das minhas amigas que já se casara? Não! Fui madrinha de todas as minhas amigas mais chegadas, tenho certeza que nenhuma nunca havia usado esse vestido, era tão lindo, eu com certeza lembraria. Perguntei a Lucy sobre o meu suposto marido, e ela disse que ele estava em sua casa, se arrumando e que eu deveria fazer o mesmo. Tentei perguntar a Lucy sobre o nome do meu noivo, e tive que ouvir sua risada ironica novamente, procurei por fotos, mensagens, algum sinal em algum lugar da casa, nada! Eu só precisava saber o seu nome, não conseguia pensar em nenhum. Mentira. Não consegui pensar em UM, pensava em vários ao mesmo tempo... Luis? Gabriel? Bruno? Lucas? Vítor? Rodrigo? Quem, meu Deus?
Pior... poderia ser alguém que eu sequer conheço. Deitei na cama e fiquei com o olhar longe, eu não poderia me casar com alguém que eu não conhecesse. Como ele reagiria quando eu dissesse que não me lembrava dele? Isso era um pesadelo. A campainha tocou, saí correndo e ah, era minha amiga, arrumada, um penteado deslumbrante. Isso estava mesmo acontecendo, mas talvez ela pudesse me ajudar. Contei pra ela o que havia acontecido, mas ela pouco se importou, estava falando junto comigo e brigando por eu ainda não ter me arrumado, me empurrou pra baixo do chuveiro e fechou a porta. Será que ela iria me internar se eu dissesse o que estava acontecendo? Não sei por quando tempo passei em baixo do chuveiro, mas sabia que era muito mais do que eu estava acostumada a ficar. Fui tirada de lá aos gritos, estava todo mundo gritando e me perguntando porque eu ainda não havia me arrumado. O casamento aconteceria em menos de uma hora e meu cabelo estava molhado, não daria tempo para ir ao cabeleireiro arrumar, com certeza, este não seria o casamento dos meus sonhos. Me arrumei, e o vestido era feito exatamente para o meu corpo, eu estava linda, mal me conheci ao olhar o espelho, apesar que mal tive tempo para me olhar, minha amiga e Lucy arrumavam meu cabelo as pressas, secando, enrolando, alisando, prendendo, soltando. Elas terminaram tudo em 20 minutos, pra mim durou 2 horas, mas isso não importava tanto. Maquiagem, sapato, acessórios, tudo pronto, encontrei um carro modelo antigo em frente a minha casa, não sei qual era a marca, mas sabia que isso eu havia escolhido, era lindo, era perfeito! Entrei e encontrei com fotógrafos que tiravam fotos a cada movimento que eu fazia. Sou apaixonada por fotos, mas tinha certeza que eu não estava em condições. Chegamos! Encontrei crianças, meus familiares, meus amigos, todo mundo. Aquele suspense estava me matando, fiquei pensando no que aconteceria se eu não conhecesse ele, se era melhor eu sair correndo, se era melhor eu continuar... na verdade, havia pensando em uma forma de fugir o caminho todo, estava tonta, e aqueles flashes não ajudavam muito. Me preparei, as madrinhas já estavam entrando e a música já havia começado. Me arrumei. Ouvi a marcha nupcial começar a tocar, tremi, congelei, as portas se abriram.
Eu entrei.
terça-feira, 1 de setembro de 2009
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Um comentário:
casamento é uma coisa amor é outra...
amei *-*
estou na duvida se quero continuaçao ou se esta bom assim, prefiro esperar para ver a autora decidir o futuro do seu 'estranho amor' ...
ta lindo, lindo *(:
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