domingo, 27 de dezembro de 2009

Pra você, SIM. Você.

Nunca soube ao certo contar nossa historia, nunca soube ao certo quando ela começou, se me pedir data, não saberei lhe dizer, sei o lugar. ah sim, o lugar eu lembro. mas não lembro da musica que estava tocando. também não lembro da data certa em que eu fiz questão de te-lo por perto, não lembro quando foi a ultima vez em que o vi, mas lembro de todos os Mc's que fomos. Nosso caso é meio assim, estranho, meio pela metade, nunca estivemos juntos de verdade, mas nunca nos separamos. é meio Tristão e Isolda, mas nesse romance meio platónico, existe você e eu. Nada de 2 + 2 = 4. Nós gostamos mesmo é de nos complicar. Tem que existir valores para X² e bascara para solucionar o problema do Y, isso sem contar na terceira incógnita que sempre existe para complicar ainda mais. Acredito que nunca tive, e nunca terei nada parecido com o que tenho com você, e eu nunca tive o medo de te perder, porque de alguma forma eu sei que você sempre estará comigo. E Apesar de odiar matemática, sempre gostei de ter essa equação na minha vida, por mais difícil de resolve-la, ela faz total sentido pra mim.

domingo, 29 de novembro de 2009

Alguem que te faz sorrir

E hoje eu estou aqui
Sem ter lugar pra ficar
Escrevendo canções pra que
Você possa escutar
Com outro alguém do seu lado
Alguém que te faz sorrir
Alguém que vai te abraçar
Quando a escuridão cair
Te impedindo de me enxergar
E eu que hoje estou aqui
E pra sempre vou ficar
Segundos antes de dormir
De mim você vai lembrar

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

*

Meu amor, são três anos de falta que eu guardo aqui dentro. Falta que por acaso volte e meia me rasgam por inteira. Meu amor, por onde anda afinal? Porque não pára com esse jogo e volta, acalma os gritos que estão aqui. Acalma a dor de três longos anos. Sei que nada mais é igual, mas mesmo como bons amigos, você ainda será meu amor. O amor virou amizade e este, é um eterno amor que já teve fim.

Mas volta logo e diga, admita que também está morrendo de saudade.

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Terceira pessoa

"Ninguém se separa. As pessoas se abandonam. Essa é a verdade, a verdade verdadeira. O amor pode até ser recíproco, mas o fim do amor não, nunca. Os siameses se separam. Mas não se separam, tampouco: porque sozinhos não conseguem. Um terceiro precisa separá-los: um cirurgião, que corta pelo meio o órgão ou o membro ou a membrana que os une com um bisturi e derrama sangue e na maioria das vezes, diga-se de passagem, mata, mata um deles, pelo menos, e condena o outro, o sobrevivente, a uma espécie de luto eterno, porque a parte do corpo pela qual estava unido ao outro fica sensibilizada e dói, dói sempre, e se encarrega de lembrá-lo, sempre, de que não está nem nunca vai estar completo, que isso que lhe tiraram nunca mais poderá ter de novo."

domingo, 25 de outubro de 2009

Direito Civil

Cara, depois que eu vi uma palestra sobre direito na minha escola minha vida mudou muito.
Minha escola resolveu chamar alguns profissionais de diversas áreas para dar algumas palestrar para o terceiro ano, tudo por causa desse bicho de sete cabeças, mais conhecido como: vestibular.
O fato é que veio um Advogado e um Delegado conversar com a gente. Tivemos uma palestra ótima, no entanto, desse dia em diante a coisa que mais se escuta sair da minha boca é:
E os meus direitos?
Pois é, essa coisa de ‘você não é obrigado a fazer isso e aquilo’ mexeu com a minha cabeça, estou usando isso como desculpa até nos meus deveres de casa. Ah, qualé, e os meus direitos? Ninguém me disse que eu sou obrigada a fazer isso.


Depois da palestra descobri que posso até sair por aí fumando maconha e se algum policial vir eu ainda posso falar: aonde ta escrito que eu tenho que ser presa por causa disso? (Bom... se eu entendi de forma correta, se eu não estiver com uma quantidade grande de droga, eu não posso ser presa, afinal, vender que é o crime, certo? Ta bom, pode estar meio certo, mas eu não quero que nenhum ‘estudantezinho’ de direito vindo me corrigir, e sim Rômulo, foi uma indireta pra você) Mas o fato é, eu posso começar a fumar maconha por aí e posso dizer pra minha mãe, sem peso na consciência que não estou cometendo nenhum crime.
E essa coisa de teste do bafômetro? Ih, isso é coisa do passado. Aonde esta escrito que eu sou obrigada a fazer isso, imagina, posso me recusar a fazer e estarei sujeito a um teste (ridículo) onde 80% das pessoas alcoolizadas passam. Tenho meus direitos.

Tenho, não tenho?

A propósito não vou ficar postando aqui no meu blog toda hora, ta pensando o que? Que eu sou uma desocupada que fica criando textos? Tenho cara de poeta ou coisa do tipo? Ah Vá... Não existe nenhuma lei que diz que eu sou obrigada a ficar criando textos para postar aqui. E tenho dito.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Gossip Girl

Dizem que não importa qual seja a verdade, as pessoas vêem o que querem ver. Algumas pessoas podem dar um passo para trás e descobrirem que estavam olhando a mesma cena por todo o tempo. Algumas pessoas podem ver que suas mentiras quase acabaram com elas. Algumas pessoas podem ver o que estava na sua frente o tempo todo. E ainda há aquelas pessoas que correm o máximo que podem para não terem que olhar para si mesmas.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Imperfeita

Sempre quis ser um pouco mais, por sua culpa, nunca me achei boa o suficiente. Mal me lembro das coisas boas que você já falou de mim, mal consigo me lembrar das qualidades que você dizia que eu tinha, mas eu estou cansada de saber tudo o que você sempre achou dela. Ela é a melhor nisso, a melhor naquilo, ela é linda, ela tem um corpo maravilhoso, ela, ela, ela, ela! Queria que você me dissesse o quanto ela fez por você. Quantas vezes ela deixou de pensar nela pra pensar em você? quantas vezes ela te colocou em primeiro lugar? quantas vezes ela te defendeu de todas as pessoas? Ah, mas ela é tão perfeita, tão doce, tão simpática, tão inteligente, tão carismática, tão meiga, tão impossível não se apaixonar, e é verdade, tão impossível que eu mesma me apaixonei, mas é tão doce que enjoa, é tanta perfeição que irrita, é tão meiga que chego até a desconfiar. Cadê os defeitos? Cadê os palavrões? Cadê o stress? A unha mal pintada? A roupa furada? O mau humor pela manhã? Cadê todas aqueles pequenos defeitos? Nada. E se estou falando, é porque sei, não porque suponho. E é ela quem você colocou no meu lugar.






Para um próximo amor quero algo totalmente diferente. Quero alguém que faça loucuras comigo, ao invés de ter bons modos, quero alguém que brigue comigo quando estiver com raiva e que me peça desculpas em menos de cinco minutos, quero alguém que me pergunte algo que não saiba e que me explique algo que eu não sei, quero alguém que goste de museus e novelas da globo, quero alguém que seja bobo e chato, nada de super legais. Não quero alguém muito romântico, quanto mais vivo, mas percebo que não estou pronta pra um tipo de relacionamento assim, quero alguém que me mate de susto quando tiver oportunidade (mesmo isso me irritando), quero alguém que aposte corrida comigo no ibirapuera, e que me derrube no chão na frente de todo mundo, quero alguém que me force a jogar futebol, quero alguém que cante todo o tempo, e que cante muito mal, quero alguém que durma no cinema, e alguém que tenha gostos totalmente opostos aos meus, quero uma beleza diferente, não quero um galã de novela, quero alguém com nariz ou orelha grande, cabelo bagunçado e coisas do tipo, nada de perfeição. Diferente de você, não é isso que eu quero na minha vida.
Eu quero viver um grande amor, assim, como o nosso, mas agora...
Vou gostar de quem gosta de mim, exatamente assim, imperfeita.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

I'm lost without you

pensei que haveria um pouco mais de amor para mim

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

O buquê

Todos os sons se calaram, exceto pelo barulho do vento nas folhas. A porta, ainda terminando o trajeto lentamente, bateu contra a parede. Fiquei onde estava, no chão. Chorei porque meu coração estava se partindo. Não, meu coração estava completamente partido.
Depois de vários instantes, as cigarras mais uma vez emitiram o seu coro apaixonado. Fiquei de pé, cambaleei pela sala, e parei, tremendo, de frente para a porta aberta. Lá fora, a luz da lua iluminava a rua deserta.

domingo, 4 de outubro de 2009

-

Tenho que admitir que esse vazio esta machucando. Não é saudade, já nem mais sinto isso, é o vazio. É o que ficou em mim, de quem eu deixei. Nessa manhã, eu sinto um buraco, sinto-me cansada, desgastada. Sempre que me levanto só consigo pensar em voltar a dormir.

palavras pequenas

Eu só quero que você pare de me mandar embora, porque, meu amor, eu não vou a lugar algum. E depois de tantos anos, eu continuo acordando e a primeira coisa que eu quero ver é o seu rosto.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Minha decepção

Cheguei em casa e minha tia disse que havia uma visita surpresa pra mim, pensei em um milhão de pessoas, mas não era nem uma delas, era você! Você com um sorriso maravilhoso olhando pra mim com aquela cara boba de sempre. Não é possível, você! Meu coração acelerou tanto que eu fiquei travada, não sabia se ia ou se vinha, te abracei, te agarrei e desejei aquele momento parado pra sempre. E juntos, tivemos um dia maravilhoso, rindo, brincando, conversando, entre outras coisas, mas esta aí uma pergunta que não queria sair da minha cabeça
- porque você voltou?
- eu li no seu Orkut quando você colocou “o meu sorriso só é feliz contigo”. Eu sei que é pra mim, e eu quero o seu sorriso sempre feliz.
- e ela?
- ela não é você, e isso faz total diferença
(...)
Meu celular começou a tocar. Arrumei minha coberta. Porra, cadê o celular? O barulho de celular tocando começa a me incomodar. Porra, cadê a merda do celular? Viro pra um lado. Viro pro outro. Achei! - Alo?
- Tu tu tu tu

04h57min de madrugada.
Só um sonho. Só mais um sonho.
Aos poucos eu percebo o quanto eu te idealizei todo esse tempo, até mesmo em meus sonhos, deve ser o charme todo de nunca ter dado certo, de saber que nunca vai dar certo, de ter você ausente e presente em minha ao mesmo tempo. Inventei ,te transformei em outra pessoa. Deve ser por isso que ninguém conhece o você que eu conheço, não é porque você seja diferente comigo, e sim porque o ‘meu’ você não existe, é uma invenção, o amor da minha vida na verdade não existe. E isso é frustrante porque eu sei o quanto eu lutei, quantas coisas eu superei, quantas pessoas eu deixei, quantas vezes orgulho eu já engoli só pra ir atrás de você. E quantas eu vezes eu não me humilhei por você? Quantas vezes eu já te defendi, colocando meu corpo a frente do seu pra enfrentar as outras pessoas? Quantas vezes eu já disse que estavam todos errados, enquanto o errado era você? Quantas vezes eu já acreditei no seu sim, mesmo você mostrando pra mim que era um não? E quantas vezes eu chorei baixinho antes de dormir, pra ninguém ouvir... Porque eu sei que se ouvissem eu levaria bronca, afinal, como você consegue amar uma pessoa assim? Como você consegue fazer isso comigo depois de tudo que eu já fiz com você? Eu tenho medo de ser fraco o suficiente pra te perdoar de novo, medo de ir atrás de você depois de ver um filme de romance, medo de achar que pode dar certo, medo de cair na peça que a minha própria cabeça fez comigo.
E se você me amasse tanto quanto já julgou amar, agiria diferente. Mas no final das contas, me amando ou não, o covarde da historia será sempre você, porque eu sei que mesmo errando, eu tentei muitas vezes, mas tentar, infelizmente, não significa conseguir.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Foi tarde

Eu nunca acreditei que poderia presenciar tal fim, jamais imaginei que tudo iria ser assim. Se dar por vencido, por perdido, por esquecido e pisoteado. Por inúmeros motivos eu te olhei nos olhos bem mais de uma vez, mas nenhuma das vezes eu senti seus olhos me retribuindo algum calor. Seus olhos diziam um frívolo adeus, suas mãos eram tremidas ao me tocar, seus lábios condenavam palavras malvadas.Apenas nunca achei que chegaria a isso. A essa distância tão bizarramente estúpida, a esses conflitos tão bizarramente silenciosos. Eu nunca mereci isso, eu nunca ousei merecer. Nunca magoei você, apenas o seu maldito orgulho. Maldito orgulho, que pelo julgamento de muitos, você não tem moral o bastante para ter. Ou melhor, nem moral você tem.O vestígio restante de seus cheiros e de seus beijos. O vestígio de nós dois, está indo embora agora.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

alguma forma

Não é prático? Não gostar, não se apegar e depois ir embora. Voltar mais tarde ou nem voltar, na realidade, nem se importar.


Seria difícil ou fácil ser assim? Medo de perder, medo de não ser o bastante ou ser até demais.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Acordei com Lucy gritando dizendo que eu estava atrasada e precisava levantar logo, fiquei um bocado nervosa, odeio que me acordem dizendo que estou atrasada. Levantei da cama, abri meu celular e ah, mas o que há? Hoje sábado, ' me deixa em paz Lucy, hoje é sábado, tenho o direito de dormir até a hora que me der vontade ... '
' Mas patroa, hoje é o dia do seu casamento, você precisa se arrumar '
Dia do meu casamento? Como assim? Quando? Com quem? Balancei minha cabeça e tentei pensar no que estaria acontecendo. Eu nem tenho namorado, como eu estaria me casando? Tenho um rolinho aqui, outro ali, mas nada sério, nada que poderia se tornar em um casamento, e agora isso? Lucy só poderia estar de brincadeira! Voltei para cama e me virei quando me deparei com um vestido branco, maravilhoso. Mas que merda é essa? 'Lucy, quem vai casar?' Escutei uma gargalhada alta, irritante... Lucy estava sendo ironica, e provavelmente não responderia minha pergunta, assim como não responde a nenhuma outra. Analisei lentamente o meu quarto e percebi que minhas roupas estavam em malas arrumadas, todas elas. Salto, pulseira, véu, grinalda. Estava tudo ali, pra mim. Eu estava dentro de um quarto de noiva, e o pior de tudo, é que era o meu quarto! Sentei na cama, coloquei as mãos na cabeça e tentei me lembrar do que havia acontecido ontem, nada! Não me lembrava de nada que poderia ter acontecido nesses últimos dias. Amnésia no dia do seu casamento, era normal? Ah, mas podia ser só brincadeira, meus amigos com certeza estavam fazendo essa brincadeira de mau gosto comigo; No entanto... quem teria de coragem de gastar uma nota montando todo o cenário? Será que o vestido de noiva é de alguma das minhas amigas que já se casara? Não! Fui madrinha de todas as minhas amigas mais chegadas, tenho certeza que nenhuma nunca havia usado esse vestido, era tão lindo, eu com certeza lembraria. Perguntei a Lucy sobre o meu suposto marido, e ela disse que ele estava em sua casa, se arrumando e que eu deveria fazer o mesmo. Tentei perguntar a Lucy sobre o nome do meu noivo, e tive que ouvir sua risada ironica novamente, procurei por fotos, mensagens, algum sinal em algum lugar da casa, nada! Eu só precisava saber o seu nome, não conseguia pensar em nenhum. Mentira. Não consegui pensar em UM, pensava em vários ao mesmo tempo... Luis? Gabriel? Bruno? Lucas? Vítor? Rodrigo? Quem, meu Deus?
Pior... poderia ser alguém que eu sequer conheço. Deitei na cama e fiquei com o olhar longe, eu não poderia me casar com alguém que eu não conhecesse. Como ele reagiria quando eu dissesse que não me lembrava dele? Isso era um pesadelo. A campainha tocou, saí correndo e ah, era minha amiga, arrumada, um penteado deslumbrante. Isso estava mesmo acontecendo, mas talvez ela pudesse me ajudar. Contei pra ela o que havia acontecido, mas ela pouco se importou, estava falando junto comigo e brigando por eu ainda não ter me arrumado, me empurrou pra baixo do chuveiro e fechou a porta. Será que ela iria me internar se eu dissesse o que estava acontecendo? Não sei por quando tempo passei em baixo do chuveiro, mas sabia que era muito mais do que eu estava acostumada a ficar. Fui tirada de lá aos gritos, estava todo mundo gritando e me perguntando porque eu ainda não havia me arrumado. O casamento aconteceria em menos de uma hora e meu cabelo estava molhado, não daria tempo para ir ao cabeleireiro arrumar, com certeza, este não seria o casamento dos meus sonhos. Me arrumei, e o vestido era feito exatamente para o meu corpo, eu estava linda, mal me conheci ao olhar o espelho, apesar que mal tive tempo para me olhar, minha amiga e Lucy arrumavam meu cabelo as pressas, secando, enrolando, alisando, prendendo, soltando. Elas terminaram tudo em 20 minutos, pra mim durou 2 horas, mas isso não importava tanto. Maquiagem, sapato, acessórios, tudo pronto, encontrei um carro modelo antigo em frente a minha casa, não sei qual era a marca, mas sabia que isso eu havia escolhido, era lindo, era perfeito! Entrei e encontrei com fotógrafos que tiravam fotos a cada movimento que eu fazia. Sou apaixonada por fotos, mas tinha certeza que eu não estava em condições. Chegamos! Encontrei crianças, meus familiares, meus amigos, todo mundo. Aquele suspense estava me matando, fiquei pensando no que aconteceria se eu não conhecesse ele, se era melhor eu sair correndo, se era melhor eu continuar... na verdade, havia pensando em uma forma de fugir o caminho todo, estava tonta, e aqueles flashes não ajudavam muito. Me preparei, as madrinhas já estavam entrando e a música já havia começado. Me arrumei. Ouvi a marcha nupcial começar a tocar, tremi, congelei, as portas se abriram.




Eu entrei.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Morte

Assisti a algumas imagens do velório do Bussunda, quando os colegas do Casseta & Planeta deram seus depoimentos,parecia que a qualquer instante iria estourar uma piada,estava tudo sério demais, faltava a esculhambação, a zombaria, a desestruturação da cena,mas nada acontecia ali de risível, era só dor e a perplexidade, que é mesmo o que causa em todos os que ficam.A verdade é que não havia nada a acrescentar no roteiro: a morte por si só, é uma piada pronta. A morte é ridículo.Você combinou de jantar com a namorada, está em pleno tratamento dentário.Tem planos para semana que vem, precisa autenticar um documento em cartório...Colocar gasolina no carro e no meio da tarde...MORRE.Como assim?E os e-mails que você ainda não abriu?O livro que ficou pela metade?O telefonema que você prometeu dar a tardinha para um cliente?Não sei de onde tiraram esta idéia:MORRER...A troco de que?Você passou mais de 10 anos da sua vida dentro de um colégio estudando fórmulas químicas que não serviram para nada, mas se manteve lá, fez as provas, foi em frente.Praticou muita educação física, quase perdeu o fôlego. Mas não desistiu.Passou madrugadas sem dormir para estudar pro vestibular mesmo sem ter certeza do que gostaria de fazer da vida, cheio de duvidas quanto à profissão escolhida...Mas era hora de decidir, então decidiu, e mais uma vez foi em frente...De uma hora pra outro, tudo isso termina...Numa colisão na freeway...Numa artéria entupida...Num disparo feito por um delinqüente que gostou do seu tênis...Qual é?Morrer é um chiste.Obriga você a sair no melhor da festa sem se despedir de ninguém, sem ter dançado com a garota mais linda, sem ter tido tempo de ouvir outra vez sua música preferida.Você deixou em casa suas camisas penduradas nos cabides, sua toalha úmida no varal, e penduradas também algumas contas...Os outros vão ser obrigados a arrumar suas tralhas, a mexer nas suas gavetas...A apagar as pistas que você deixou durante uma vida inteira.Logo você que dizia: das minhas coisas cuido eu.Que pegadinha macabra: você sai sem tomar café e talvez não almoce, caminha por uma rua e talvez não chegue na próxima esquina, começa a falar e talvez não conclua o que pretende dizer.Não faz exames médicos, fuma dois maços por dia, bebe de tudo, curte costelas gordas e mulheres magras e morre num sábado de manha.Se faz check-up regulares e não tem vícios, morre do mesmo jeito...Isso é para ser levado a sério?Tendo mais de cem anos de idade, vá lá, o sono eterno pode ser bem vindo...Já não há muito mesmo a fazer, o corpo não acompanha a mente, e a mente também já rateia, sem falar que há quase nada guardado nas gavetas. ok, hora de descansar em paz.Mas antes de viver tudo?Morrer cedo é uma transgressão, desfaz a ordem natural das coisas.Morrer é um exagero.E, como se sabe, o exagero é a matéria-prima das piadas.Só que esta não tem graça.Por isso viva tudo que há para viver.Não se apegue as coisas pequenas e inúteis da vida...Perdoe...Sempre!!

Pedro Bial

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

-

'(...) E quando eu estiver morto,
suplico que não me mate não, dentro de ti. '

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Aventura do gordo


Teria que estar 10:45 em frente ao cursinho para irmos no programa do Jô, era esse o meu passeio. O ônibus sairia as 11, mas eu tinha que estar 15 minutos antes para me encontrar com a Glenda. Peguei meu ônibus 10:15 e cheguei na Paulista uma hora depois, (um percurso que demoraria no mínimo 20 minutos) tudo por causa de uma suposta bomba no metro! ótimo. achei que tinha perdido o passeio, cheguei quase sem fôlego e quase chorei de emoção ao ver que a Glenda já não tinha ido embora por achar que eu não ia. Conversa vai, conversa vem... eu estava morrendo de fome, e fomos avisadas que ainda tinhamos um tempo até o ônibus chegar no local. fomos até a cantina. mas para chegarmos lá, temos que ir até o térreo e subir em outro elevador (tudo isso para não ter que passar no meio de uma classe) mas ok.. fomos e comemos. Como na ida, deveríamos descer ao térreo de novo para pegar outro elevador que daria na secretaria, ok. esperamos o elevador parar no 17º andar. entramos. Não sei porque motivo o elevador parou no 16º andar, a porta se abriu.


ficamos perplexas.

a gente não tinha apertado o 16º e não havia ninguém ali, era um quartinho escuro, cheio de cadeiras quebradas com uma porta ao fundo, totalmente assustador.

Claro que rimos feito loucas, mas acho que era mais por medo do que por qualquer outra coisa.

chegamos ao térreo e pegamos o outro elevador. Por curiosidade (da Glenda ¬¬) apertamos ao 16º para ver o que teria.
13º,14º,15º ... ficamos o mais próximas possível, quase abraçadas esperando ansiosamente para terror e ... 16º! uma recepção impecável, com uma mulher que olhava pra gente de uma forma curiosa, afinal.. porque elas apertaram o 16º se não vão descer?
'aja naturalmente' foi tudo que Glenda disse.

ok. foi constrangedor, nos soltamos e cada uma foi para um canto do elevador, de vergonha, SIM. mas tivemos uma crise de riso que durou quase o dia inteiro.

(...)

saímos do cursinho e ficamos esperando o ônibus que ... não chegava!

- verdura tem nome engraçado, né?

agrião...


enfim, minha barriga nunca havia doído TANTO, a gente não parava de rir, e as pessoas em volta não aguentavam mais ouvir a gente se matando de rir sem motivo algum.

chegou o ônibus, e foi uma viagem de conversas e segredos. chegamos rápido.

descemos do ônbius

e NÃO! não podia ser... provavelmente era uma miragem.

logo pensei em cutucar a Glenda para comentar ' ei, aquela pessoa não parece com fulano? '

mas antes que eu pudesse pensar em falar 'fulano' já havia olhado pra mim e dado um sorrisinho, então NÃO, não era uma miragem. FULANO ESTAVA MESMO ALI, a Glenda viu a minha cara e logo seguiu meu olho e com certeza ficou mil vezes mais surpresa que eu.

viramos e fingimos que nada havia acontecido.

' aja naturalmente ' foi tudo que Glenda disse novamente.

saímos rindo e tentando nos esconder aonde podíamos, sentamos, esperamos e fugimos.

começou a programa. Eu adorava o programa até participar dele. Sério, nunca pense no caso.

minha mão cansou de tanto ' Ok gente, aplausos, aplausos, aplausos '

mas foi divertido. A hora foi passando, a gente foi cansando, ficando com fome, com sono, e depois de uma refeição ficamos mais bobas do que já estávamos no começo, e como diz a Glenda ' já que a gente não vai aparecer, vamos rir alto cara.. quero falar pro meu pai ' Ô pai, essa risada aí é minha ó *- * '

Ok.. essa parte foi bem divertida.


- HAHAHAHAHAHAHAHA

- Tudo bem Glenda, essa foi alto

- Faz você

- Não, eu não consigo

- Tenta

- Não

- Tenta

(momento engraçado no programa)

- HÀ

- hmm... não

- não?

- não :/


Só pra situação ser mais engraçada, fulano estava no nosso ônibus o tempo todo, eu não sei se agradeço ou se fico assustada por não termos visto antes.

Só sei que esse dia VAI FICAR pra história.

te amo glendinha

O importante é que nós garantimos 50 anos de vida, né?

e ah, um beijo do gordo pra vocês

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Eu conheci esse garoto... ahm, quando mesmo? Ah sim, no dia do aniversário de meu amigo, eu não sei porque razão eu resolvi adicionar ele no orkut, a gente não tinha trocado nenhuma palavra, e afinal, eu o conheci bêbado, qualé? eu odeio pessoas bêbadas. Talvez hoje eu entenda que era pra ter acontecido. Nos vimos novamente em seu aniversário, que por sinal, foi bem divertido, rimos, conversamos, cantamos, choramos (chorei, no caso), briguei, falei, falei, falei, falei, falei, falei... e em algum momento dessa coisa toda, nos apaixonamos. E por ironia do destino, brigamos.
Por um motivo, que eu não sei também, ele me reconquistou...


mentira.
ele foi um chato, vinha falar comigo todo dia enquanto eu não queria ver a cara dele, ficava falando para os meus amigos o quanto gostava de mim, e enchia o saco deles também... Bom, não sei bem em qual parte do caminho ele deixou de ficar chato, talvez naquela que eu resolvi falar com ele, e tenho que admitir que eu fui chata, grossa, estúpida, e ironicamente (2) ele continuou vindo falar comigo, deve ser aquela coisa de quanto mais se pisa mais gruda. (hihihi brincadeira meu anjo). O fato é que ele sempre esteve comigo pra conversar, sempre me escutou e me deu ótimos conselhos, sempre foi meu amigo mesmo quando eu não o queria ver mais perto, sim, pois enquanto ele estava por perto eu queria que ele fosse embora, e quando ele foi embora eu não aguentei ficar sem. ' é na ausência que percebemos quem realmente nos é importante ' e foi aí que eu descobri o motivo por ter adicionado ele naquele dia, eu descobri que se eu não tivesse você ao meu lado as coisas seriam piores do que foram. Obrigada por tudo o que já fez por mim, obrigada por me dizer que estou linda quando estou horrível, obrigada principalmente por aguentar o meu mau humor diário, e obrigada por não ir embora mesmo quando eu peço para que faça isso.

EU TE AMO! você é uma das melhores pessoas que eu conheço.
e eu tenho orgulho de falar que de todos os meus amigos, você é um dos melhores.

domingo, 16 de agosto de 2009

pé esquerdo

Que horas são?

Ah, perdi o horário de novo, meu despertador esta funcionando mesmo? Acho que sim, não tenho muita certeza, eu sempre acordo no mesmo horário, atrasada... mas é sempre no mesmo horário, ele deve estar tocando e eu devo cair no sono e acordar 20 minutos depois. 20 minutos preciosos, que me fazem perder o ónibus todo santo dia. Ah... sim, eu já pensei em colocar o despertador pra tocar 20 minutos antes, mas aí eu durmo 40 minutos, e acordo atrasada da mesma forma, já pensei em começar a tomar banho um dia antes de ir para escola, mas eu acordo e percebo como o meu cabelo esta horrível e que talvez seja melhor lava-lo. E por falar em cabelo e tentar manter uma aparência apresentável, não vamos falar das roupas. Definitivamente preciso de roupas novas, apesar de gostar tanto das velhas. Com o passar do tempo notei que está cada vez mais difícil eu encontrar uma roupa que faça meu perfil, minhas calças novas estão ficando de lado enquanto as mais velhas estão sempre comigo, elas já se acostumaram comigo, e com meus tenis, minhas calças não combinam com meus tenis.. isso é sempre um problema, as minhas blusas também não costumam combinar. Logo, nota-se que eu costumo sair parecendo uma idiota: tenis amarelo, calça jeans escura com uma blusa roxa... sem contar minha bolsa que contém as cores do arco-íris... preciso de uma aula sobre moda.
Não que eu me importe com isso... e não que eu não me importe, mas afinal, o que eu preciso mesmo é acordar 20 minutos antes do horário normal.

sábado, 15 de agosto de 2009

Ela havia chego quando já se passavam das quatro da manhã. Maquiagem forte, de quem tinha retocado inúmeras vezes em pouco tempo, batom vermelho, roupa que chamava a atenção de qualquer um, jeans escuro que realçavam suas pernas, blusa apertada que realçavam seus seios. Não tinha uma pessoa daquele local que não se encantava com sua beleza exótica.


Havia se passado das quatro da manhã, ele já estava pensando em ir embora, sabia que sua esposa já estara dormindo, e amanhã teriam uma longa briga pelo horário que o mesmo chegaria em casa. Estava pensando em acordar mais cedo para lhe trazer café na cama, talvez isso ajudasse.


Ela bebia uísque em uma mesa mais afastada da maioria das pessoas, tinha um olhar vazio e mal percebera a quantidade de homens que haviam tentando puxar assunto.


Ele começava a se despedir dos amigos.


Ela estava pensando se pedia outra dose de uísque, ou se trocava de bebida.


Se olharam.


Se apaixonaram.